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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Amigo Secreto dos Blogs de Contabilidade


Há alguns anos que alguns amigos têm se reunido para confraternizar suas paixões pela contabilidade e a dedicação compartilhar informações por meio de blogs dedicados a esta ciência. Nos reunimos eletronicamente e sorteamos um amigo secreto, cujos presentes são entregues no Brasil inteiro por meio dos Correios. Algo muito bacana!

Pois bem, este foi mais um ano do AMIGO SECRETO DOS BLOGS DE CONTABILIDADE, que este ano reuniu 11 blogueiros de 9 diferentes blogs! Como sempre, foi um prazer poder compartilhar este momento com os colegas.

Eu fui o amigo secreto do Pedro Correia, do blog Contabilidade Financeira, a quem presenteei com um livro sobre TOEFL, pois ele o desejava para um teste que pretende fazer.

Já o meu amigo secreto foi mais misterioso! Presenteou-me com esta bela camisa. Mas não se identificou na entrega nem após ela. Depois de algumas descobertas e burburinhos, descobrimos que foi o César Tibúrcio, também do blog Contabilidade Financeira. Muito obrigado César!

No Contabilidade Financeira tem um excelente infográfico resumindo toda a nossa brincadeira! Veja AQUI.

Muito obrigado pessoal! Foi excelente.

Espero que ano que vem possamos realizar nosso amigo secreto novamente, com mais blogueiros fazendo parte.

Aqui no blog vocês podem acessar os blogs participantes na seção "Blogs Recomendados", nas colunas à direita.

Um excelente 2018 a todos!!!

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Assimetria de Informação e Estrutura de Capital


Recentemente a Revista Evidenciação Contábil & Finanças (RECFin) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) publicou seu primeiro volume de 2018, disponível AQUI.

Há 5 anos, tive o prazer de coordenar o Grupo de Trabalho da UFPB que criou a RECFin, sendo seu primeiro editor geral ao longo de 4 anos. Neste ano de 2017, conclui meu segundo mandato de editor e fui substituído pelo professor Dr. Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão, que tem conduzido a RECFin com maestria, fazendo um belíssimo trabalho.

Este ano, após me desvincular da RECFin pude submeter à revista uma das pesquisas desenvolvidas com meus alunos. Submetemos o produto dos projetos de iniciação científica da Thamirys e da Maria Natalice, e recentemente recebemos a grata resposta de seu aceite para publicação, após dois rounds de avaliação.

Desta forma, aproveito para divulgar aqui a minha satisfação por esta publicação, e para disponibilizar por este meio o produto de nossa pesquisa. Boa leitura a todos!

Indicadores de Assimetria de Informação e Estrutura de Capital das Empresas Abertas no Brasil

Thamirys de Sousa Correia, Maria Natalice Francelino da Silva, Orleans Silva Martins

Resumo

Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a variação dos indicadores de assimetria de informação das empresas abertas no Brasil de acordo com sua estrutura de capital.

Fundamento: Abordou-se um referencial teórico acerca da mensuração da assimetria da informação e da estrutura de capital, destacando-se duas teorias: Trade-Off e Pecking Order.

Método: Foram coletados dados de 211 companhias não financeiras que negociaram ações na Brasil, Bolsa e Balcão (B3) no período de 2010 a 2014. Para tanto, analisou-se a diferença das médias por meio do teste de Kruskal-Wallis e a associação dos indicadores de assimetria com o endividamento das empresas por meio de uma regressão com dados em painel e efeitos fixos.

Resultados: Os principais resultados mostraram que: (i) em média a dívida de longo prazo é maior em relação à dívida de curto prazo; (ii) os indicadores de assimetria Market-to-book, Beta e Volatilidade apresentaram médias maiores no grupo de empresas com maior endividamento de curto prazo; (iii) os indicadores Retorno Anormal, ADR e Governança Corporativa apresentaram médias maiores no grupo de empresas com maior endividamento de longo prazo; e (iv) a maior parte dos indicadores de assimetria apresentou associação negativa com o endividamento total das empresas.

Contribuições: Nossas evidências revelam que os indicadores de assimetria de informação que habitualmente são utilizados na literatura de finanças se associam negativamente e diferem significativamente de acordo com o nível de endividamento das empresas.

Palavras-chave: Assimetria de Informação; Dívida de Curto Prazo; Dívida de Longo Prazo.

Texto completo: AQUI


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sábado, 9 de dezembro de 2017

Banco ou Bitcoin


Mas afinal, o que cargas d'água é essa tal de Bitcoin?!

Ganhando cada vez mais adeptos nos últimos anos, especialmente tendo apresentado um crescimento vertiginoso em 2017, a Bitcoin ganhou atenção especial até da Netflix, que lançou este ano um documentário especial para contar um pouco de sua história.

Como explicado um dos diversos sites especializados (Mercado Bitcoin, este no Brasil):

"Bitcoin é uma forma de dinheiro, com a diferença de ser digital e não ser emitido por nenhum governo. Para transações online, é a forma ideal de pagamento, pois é rápido, barato e seguro. É uma tecnologia inovadora."

Trata-se de uma moeda, como o Real ou o Dólar, mas esta é virtual. Alguns investidores já a consideram como alternativa de investimento, haja vista sua grande valorização, especialmente no passado recente. Vejam o gráfico da variação de seu valor em dólar:


Para quem tem interesse em obter mais informações sobre esta moeda, sugiro que assistam ao documentário da Netflix: "Banco ou Bitcoin". O mesmo trás informações desde o surgimento, passando pelo seu uso como moeda alternativa à compra de drogas na internet, à tentativa do governo dos Estados Unidos à regulamentá-la, até a prisão de alguns envolvidos em sua criação.

Mais informações sobre o documentários AQUI.

Apesar das minhas restrições à esta moeda, sugiro que assistam o documentário, uma vez que é esclarecedor e trata de um tema em crescente relevância no mercado financeiro.

Observação: deixo claro que não estou sugerindo a consideração desta moeda como alternativa de investimento, até mesmo porque não a vejo assim. Em minha opinião, hoje ela é mais carregada de expectativa e especulação, do que de valor.

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sábado, 16 de setembro de 2017

Uso de Casos de Ensino nas Aulas de Contabilidade


Uma das maiores demandas dos estudantes de diferentes instituições de ensino do Brasil é por atividades mais práticas em sala de aula. Diante disso, a Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPeC) têm publicado com frequência Casos de Ensino que buscam auxiliar os docentes a levarem à sala de aula atividades práticas, replicando situações vivenciadas nas empresas.

Em seu último número (v. 11, n. 3, 2017), a REPeC publicou o estudo “Liquidez ou Solvência, de Quem é a Culpa? A Análise Econômico-Financeira de uma Instituição Financeira”, de autoria de José Américo Pereira Antunes, Renata Sol Leite Ferreira da Costa e José Elias Feres de Almeida, que ilustrou o uso de conceitos associados à liquidez e à solvência para suportar a tomada de decisões estratégicas de longo prazo. Em seus resultados, o Banco Y apresentou rápido crescimento da carteira de crédito, nos últimos anos, apoiado em uma estratégia de alongamento de prazos, que não foi acompanhado na mesma proporção pelo seu patrimônio líquido, levando ao aumento da alavancagem e à compressão do capital regulamentar. Insatisfeitos, os sócios discordavam quanto às causas do insucesso: seria um problema de liquidez, consequência da estratégia de alongamento da carteira de crédito, ou seria um problema de solvência, pois, além de ilíquida, a carteira seria também inadimplente?

Convido você a realizar a leitura deste Caso de Ensino e, também, a conhecer outros Casos publicados pela REPeC, os quais podem ajudar a tornar suas aulas ainda mais interessantes.

Link do artigo: AQUI

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Disclosure na Internet em Empresas Latino Americanas


A Revista Gestão, Finanças e Contabilidade (RGFC) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) publicou em seu volume 7, número 3, uma pesquisa desenvolvida em meu grupo de pesquisa, o Contabilidade e Mercado de Capitais (COMECA), por duas alunas de iniciação científica da UFPB, sob minha orientação.

Esta pesquisa faz uma análise sobre a divulgação de informações financeiras das empresas nos principais países da América Latina, comparando-os por meio de um índice de disclosure. Este estudo é parte integrante de uma pesquisa realizada por mim e pela Talieh Ferreira, também integrante do COMECA, o qual foi divulgado anteriormente neste blog AQUI.

Abaixo apresento os dados deste artigo:

ANÁLISE DA DISCLOSURE NA INTERNET DAS COMPANHIAS ABERTAS NA AMÉRICA LATINA

Maria Natalice Francelino da Silva
Thamirys de Sousa Correia
Orleans Silva Martins

RESUMO
O objetivo desse estudo foi estimar e analisar o Índice de Divulgação Corporativa na Internet (ICDI) das empresas latino-americanas que negociaram suas ações nas principais bolsas de valores da América Latina no ano de 2014. Para isso foram coletados os dados de 747 empresas de capital aberto por meio de seus sites corporativos. Foi estimado o ICDI com o auxílio de uma Análise dos Componentes Principais (ACP) e, em seguida, o mesmo foi analisado por meio de estatísticas descritivas, de análise de correlação e de testes de médias. O ICDI geral encontrado foi de 57,38%, indicando que todas as empresas analisadas divulgaram pouco mais que a metade dos itens requeridos pelo índice. A maior média por país foi apresentada pelo Brasil (63,44%), seguido pelo Chile (58,46%), México (46,97%) e Argentina (43,81%). Na análise de correlação pode-se verificar que as cinco seções do índice são positiva e estatisticamente correlacionadas, o que reforça sua robustez em representar a disclosure das empresas. E no que se refere às diferenças de médias entre os países, apenas o Chile não apresentou médias estatisticamente diferentes entre os demais países analisados. Assim, entre as contribuições deste estudo, destaca-se a estimação de um nível de divulgação para os principais países dessa região, relevando que, apesar das facilidades de acesso a tais informações pela internet, o nível de divulgação ainda é pouco superior à metade daqueles exigidos pelo índice estimado.

Palavras-chave: Divulgação; Transparência; Internet.

Referência:
SILVA, M. N. F.; CORREIA, T. S.; MARTINS, O. S. Análise da disclosure na internet das companhias abertas na América Latina. Revista Gestão, Finanças e Contabilidade, v. 7, n. 3, p. 4-22, set./dez. 2017.

Disponível AQUI.

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sábado, 12 de agosto de 2017

[livro] Manual do Pequeno Investidor em Ações


Há tempos queria postar a resenha deste livro que li já faz algum tempo, mas que para mim é um dos mais didáticos e agradáveis sobre o mercado de ações no Brasil. Breve e com linguagem acessível, ele dá uma boa noção do funcionamento do nosso mercado e ainda explica técnicas de reduzir a tributação sobre o ganho de capital com as ações.

Livro: MANUAL DO PEQUENO INVESTIDOR EM AÇÕES

Autor: Fábio Portela L. de Almeida, servidor público, pequeno investidor, aplicando parte do rendimento do seu trabalho.

A história do Fábio Almeida se assemelha a de muitos brasileiros que aplicam no mercado de ações (assim como o que vos escreve). Servidor público de carreiro, ele buscou no mercado de ações construir um patrimônio ao longo do tempo, de forma que fosse capaz de prover a segurança de sua família.

O Fábio entrou no mercado em 2006, em pleno período de euforia e, logo à frente, encarou a crise de 2008. Investidor baseado em fundamentos, faz diferentes referências ao Benjamin Graham ao longo de seu livro, citando sua estratégia de buy and hold.

De forma didática, seu livro é direto e dividido em seis partes, resumidas a seguir.

1) Você está preparado para investir em ações? Nesta seção ele dá noções básicas sobre porque investir em ações, sobre a diferença entre abrir um negócio e investir em ações, e destaca que ações são investimento para o longo prazo, com vista em sua independência financeira. E resume: não é preciso ser um gênio para investir em ações, basta ter controle emocional, diversificar seu investimento e ter um "colchão" de segurança.

2) Introdução ao investimento em ações: aqui explica o que é uma ação, o que representa um "ticker", quais os direitos dos acionais, porque os preços das ações variam tanto, quais os riscos de se investir em ações e as diferenças entre análise fundamentalista e análise técnica.

3) Começando a investir em ações: nesta seção o Fábio detalha os primeiros passos, desde a escolha da corretora, passando pelas recomendações de analistas, pela diferença entre investir em um fundo de ações ou em uma ação individual, assim como discute a rentabilidade que se deve esperar das ações. Também destaca que as ações podem proteger o seu patrimônio da inflação (o que é bastante razoável no Brasil) e explica quando começar a investir em ações.

O pulo do gato (economia de imposto de renda): nesta parte, o Fábio destaca uma importante estratégia para o pequeno investidor, que apesar de parecer óbvia, passa despercebida por vários (já verifiquei isso com colegas investidores). No Brasil, há isenção de imposto de renda sobre os ganhos de capital com a venda de ações em valor inferior a R$ 20mil por mês (total). Assim, ele sugere que, ao utilizar o buy and hold e possuir ações compradas há algum tempo que apresentem razoável valorização, você pode vendê-las e recomprá-las em valor inferior a R$ 20mil (talvez no mesmo dia), para realizar seu ganho até aquele preço. Isso o livrará de pagar imposto de renda sobre esse montante, quando decidir vender suas ações, especialmente se a venda total superar R$ 20mil. Quando falo que "talvez no mesmo dia" é se você recomprar acima do valor vendido (mesmo que recompre alguns centavos acima, valerá apenas porque você não pagará o imposto de renda). Se recomprar no mesmo dia por um valor inferior pode incorrer em day trade e ter que pagar o imposto. Eu mesmo já utilizei esta estratégia em final de mês (mas não no último dia), vendendo, por exemplo, no dia 25 e recomprando no dia 26 (várias vezes já tive a sorte de recomprar por um valor menor, pois eu deixava para vender em dias em que a ação apresentava forte valorização). Mas afirmo, eu sou buy and hold, mas só realizava a venda/recompra quando minhas ações apresentavam boa valorização e eu tinha razoável certeza da variação do seus preços naquele período.

4) Descobrindo o quanto vale uma empresa: fundamento, essa é a palavra chave. Como citado anteriormente, o Fábio faz bastante referência ao Benjamim Graham, logo, comenta como comprar ações por menos do que vale e fala do poder dos juros compostos. Isto é, há diferença entre o valor e o preço.

5) Buy and Hold: investindo para o longo prazo! Há diferença entre investir e especular, e o sucesso dessa estratégia consiste em adquirir boas empresas, por um valor justo, e mantê-las para o futuro. Para isso, como aponta o Warren Buffet, é essencial identificar empresas com vantagens competitivas duradouras!

6) Erros comuns que você pode evitar: o grand finale. Quem quer ganhar dinheiro, tem que aprender a perder dinheiro! Ações são títulos com rendimento variável, logo, em alguns momentos pode apresentar reduções em seu preço (que é diferente de seu valor). Voltando à seção 1, é preciso ter paciência e controle emocional. E não seguir sugestões, dicas ou "a boiada", no típico movimento de manada em que todos correm na mesma direção (que pode ser um precipício).

Ao final, o Fábio conclui o livro com considerações finais sobre suas observações e estratégias.

Destaco, por fim, que este é apenas um resumo do livro, sugiro que o leiam para que observem a riqueza dos detalhes de sua experiência como "pequeno investidor".

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